Certo dia, após um acidente aparentemente banal, Ivan começa a sentir fortes dores. A doença progride de modo incurável, e ele se vê diante da realidade inevitável da morte.
Ao longo da narrativa, a rotina superficial e hipócrita de sua família e colegas preocupados mais com conveniência social do que com sua dor contrasta com a lucidez crescente de Ivan diante da proximidade do fim.
Na solidão, apenas o camponês Gerássim mostra compaixão genuína, ajudando-o nos cuidados práticos e dando-lhe conforto humano. Isso leva Ivan a refletir sobre o sentido da vida, percebendo que viver em busca de poder e status foi um engano.
Nos seus últimos momentos, Ivan experimenta uma transformação interior: aceita a morte e, paradoxalmente, encontra a verdadeira paz no instante final.

